
Eu não sei caminhar junto à sanidade,vezes, rogada em desespero.
Eu tenho cicatrizes na alma e um coração que ama e odeia.
Eu pequei quando disse da quietude que eu não sou.
Meu crime jamais terá perdão, pois vivo disso e nada será diferente.
A minha paz repentina me distrai.
Meu desespero acalma-me sempre que preciso.
Do alto, vejo as candeias luminosas que me guiam.
Eu sou esse sopro do vento contrário das horas frias.
Eu sou a alegria estampada num rosto que não sorri.
Não sei quem sou e me conheço muito para afirmar isso.
Contraditória alma minha, por que me minto?
Não vês que eu só vivo a escrever de ti o que eu sinto?
Por que ainda sinto em desespero uma falta que não me falta?
Os versos, os livros e as rosas... Onde estão guardados?
Eu preciso apiedar-me de sossego e escrever sobre tudo isso.
Oh! Deus, tu que me fizestes assim, soubeste certamente o que fazias.
Resta-me sentar nas escadas que dão aos céus.
Porque o inferno eu já conheço de passagem.
Restam-me novamente clamores de paz pra que tu ouças.
Eu não tenho cura, mas tenho tratamento.
Queria eu não ser feita de sentimentos tantos.
Eu choro em meio a risos e risos são meus prantos.
Eu sou poeta e sofro das minhas quietas intranquilidades.
Eu sou poeta e vivo tão somente de versos, mentiras e verdades.










































