quarta-feira, julho 21, 2010

Sonhos




Tantos sonhos em meu peito se despertam,
e a alma já não morre prematura.
Tenho a febre dos que amam em demasia.
Recubro-me dessas flores em candura,
e deixo-me levar ao som da mais bela melodia.
Sinto-me reviver em novos ares,
e a alma desejosa queima desesperada,
já não há em mim lamentos ou pesares,
só quero ouvir de ti o quanto sou amado.
E enquanto o tempo se desdobra,
e as auroras me trazem a paz e o encanto,
irei deixar-te os versos que a esta folha sobra,
Para que saibas que és tu que quero tanto.

terça-feira, julho 20, 2010



De novo, estamos em nosso mundo,
feito das cores que nós escolhemos.
As nossas canções estão tocando
e o vento anuncia uma chuva nova, calma e serena.
Contemplamos os pingos beijarem a terra, dando-lhe vida.
As flores se chocam, balançadas pelo vento harmonioso
que se expande por entre as árvores lavando as folhas,
e recobrindo-as de brilho. Tudo se renova.
Mais uma vez te beijo, toco seu rosto e agradeço por tê-lo junto de mim.
Eu sei o quanto será complicado,
mas, quando estou aqui diante de você, estou diante de mim.
Encontro meu “eu” que tantas vezes, saiu por aí
à procura de amores que me fizeram
enxergar que o Amor, não vaga à solta e sem rumo...
O amor está guardado onde menos esperamos:
Na chuva boa.
No dia novo.
Na flor pequena
No sorriso à toa
No abraço de saudade
No vento que soa
No gesto de bondade
No carinho sincero
No beijo roubado.
Em você que eu quero
e sempre tenho ao meu lado.

segunda-feira, julho 19, 2010

sexta-feira, julho 16, 2010

Confissões




Eu não sei caminhar junto à sanidade,vezes, rogada em desespero.
Eu tenho cicatrizes na alma e um coração que ama e odeia.
Eu pequei quando disse da quietude que eu não sou.
Meu crime jamais terá perdão, pois vivo disso e nada será diferente.
A minha paz repentina me distrai.
Meu desespero acalma-me sempre que preciso.
Do alto, vejo as candeias luminosas que me guiam.
Eu sou esse sopro do vento contrário das horas frias.
Eu sou a alegria estampada num rosto que não sorri.
Não sei quem sou e me conheço muito para afirmar isso.
Contraditória alma minha, por que me minto?
Não vês que eu só vivo a escrever de ti o que eu sinto?
Por que ainda sinto em desespero uma falta que não me falta?
Os versos, os livros e as rosas... Onde estão guardados?
Eu preciso apiedar-me de sossego e escrever sobre tudo isso.
Oh! Deus, tu que me fizestes assim, soubeste certamente o que fazias.
Resta-me sentar nas escadas que dão aos céus.
Porque o inferno eu já conheço de passagem.
Restam-me novamente clamores de paz pra que tu ouças.
Eu não tenho cura, mas tenho tratamento.
Queria eu não ser feita de sentimentos tantos.
Eu choro em meio a risos e risos são meus prantos.
Eu sou poeta e sofro das minhas quietas intranquilidades.
Eu sou poeta e vivo tão somente de versos, mentiras e verdades.

Almas



Almas vazias.
Barcos abandonados.
Corações calados.
Onde o humano se perdeu?
As ruas estão cheias de rostos iguais.
Tudo parece ermo e vago.
Tênue e longe.
Todos caminham como se sentissem sono.
Carregam uma alheia mágoa.
Inclinam-se a haste da tristeza.
Arrastam correntes enferrujadas.
Do meu lado a eterna angústia da revolta.
Às vezes não me entendo comigo.
Tivesse eu a dosagem certa,
do remédio que curaria todas as dores.
Mas, sou poeta que admira o vento.
O dobrado das folhas douradas do trigo.
As cicatrizes dos antigos arvoredos.
As libélulas soltas nas superfícies dos lagos.
As crianças que ainda brincam descalças.
Os velhos que contam as mesmas histórias.
A chuva que beija a terra tranquila.
O sol que é comum e bom, todos os dias.
E nessa minha poesia, regada do simples,
meus olhos enxergam a grandeza de tudo
nesses pequenos acontecimentos de vida.

Caminhos



De noite, amada, amarra teu coração ao meu
e que eles no sonho derrotem
as trevas como um duplo tambor
combatendo no bosque
contra o espesso muro das folhas molhadas.
Noturna travessia, brasa negra do sonho.
Interceptando o fio das uvas terrestres
com pontualidade de um trem descabelado
que sombra e pedras frias sem cessar arrastasse.
Por isso, amor, amarra-me ao movimento puro,
à tenacidade que em teu peito bate.
Com as asas de um cisne submergido,
para que as perguntas estreladas do céu
responda nosso sonho com uma só chave,
com uma só porta fechada pela sombra.

quinta-feira, julho 01, 2010

AmOr




Amo-te tanto,meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim,de um calmo amor prestante
E te amo além,presente na saudade
Amo-te enfim com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho,simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtudes
Com um desejo maciço e permanente.

E de ter amar assim,muitoe amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

AMOR É SÍNTESE



Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...

Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.