segunda-feira, setembro 24, 2012

















 

Minha mão volta a escrever

entre as páginas das águas

onde o amor me volte a ler

a história de suas lágrimas.



Que nunca me falte a tinta

para o branco da memória

que amor é mágoa distinta

da mágoa de toda história.



E entre as páginas viradas

que inundam meu coração

deixo mágoas derramadas

com sabor de uma canção.



Quantas delas já verteram

das águas todas passadas

e de espuma converteram

dor em flores restauradas.



Minha mão vem descrever

como faz a flor das águas

que reescreve o alvorecer

da vida isenta de mágoas.



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