Nada é tão bom que dure para sempre,
tudo tem princípio, meio e fim...
Apesar de nem sempre o pensarmos, verificamos que normalmente é assim.
Às vezes não o queremos aceitar, não queremos ver as evidências
Pensamos que os problemas, as contrariedades, não passam de coincidências...
Mas...e se nós quisermos que DURE para sempre?
e se a nossa vontade não se esgotar,
se a paixão não acalmar?
Então fica um vazio...
um vazio preenchido pela vasta solidão.
Não estou a falar da solidão no seu sentido lato,
mas sim daquela que sentimos,
quando estamos sós sem estar,
quando temos uma multidão à nossa volta,
e tudo nos faz querer isolar...
Quem nos causa este sentimento...?
Quem entra de rompante pela nossa vida sem o nosso consentimento?
Sim, nada mais nada menos que o amor...
podemos ter razão quando não o queremos aceitar,
porém, amor não implica fazer escolhas,
implica apenas amar...
Quando ele vem é a alegria,
a loucura, a euforia
Mas, quando parte...
o que é que deixa?
Tristezas, incertezas, inseguranças e faltas de confiança...
Queremos esquecer e não conseguimos,
queremos fugir e não fugimos...
A nossa cabeça não pára de pensar...
"serei eu, que estou errada, serei eu que não sei amar?"
Aos poucos, retomamos o nosso quotidiano,
pessoas novas se aproximam, se interessam...
mas de que vale ter quem goste de nós,
se desse alguém, não queremos gostar..?
E é assim que nos deparamos novamente com ela...
a que nos faz doer o coração...
sim...
A minha amiga Solidão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário