Já é madrugada...
Estou pela rua,
na trilha dourada
dos olhos da lua...
No meu desvario,
na minha tristeza,
ainda aprecio
a grã Natureza.
E assim, sem destino,
tal qual vaga-lume,
aos entes sagrados
faço meus queixumes...
Ao longe, o clarão
dos astros em prumo...
E o meu coração
errante, sem rumo.
A brisa vadia
soprando com jeito...
E uma agonia
tomando meu peito.
Estrelas cadentes
brincando no céu...
E eu decadente
pervagando ao léu...
Cometas pulsando
pertinho de Deus.
E eu carregando
a cruz de um adeus...
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