terça-feira, junho 11, 2013
E quando você me chamar
eu vou até você
não importa aonde estiver
estarei lá para te ajudar
Nos seus dias de aflição
te estenderei minha vida
compartilharemos o sentimento
até sua terrível dor se findar
Não importa como se sinta
eu vou estar lá por você
mesmo que não acredite
contigo eu vou caminhar.
Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…
quinta-feira, maio 30, 2013
Quem Morre?
Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca, Não se arrisca a vestir uma nova cor ou Não conversa com quem não conhece. Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos Olhos e os corações aos tropeços.
Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos... Viva hoje ! Arrisque hoje ! Faça hoje ! Não se deixe morrer lentamente !
" ... Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo ... "
Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
- mas só esse eu não farei.
Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...
- palavra que não direi.
Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,
- que amargamente inventei.
E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
e um dia me acabarei.
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E sei que um dia estarei mudo:
- mais nada
quinta-feira, maio 09, 2013

Quando o teu silêncio doer muito
E isso destroçar meu coração
Vagarei por densas brumas
Levada por estrelas aladas rumo ao porto solidão.
De lá verei morrer meus colibris
E, de tristeza, minhas rosas derramarem pétalas pelo chão.
Chorando vou seguindo, abraçado ao meu destino
Mas acreditando que as lágrimas um dia cessarão.
Aí , esbofetearei a saudade e vestirei de alento meu coração.
Desprezarei o teu afeto, aprenderei a te dizer não.
Então saberás a falta que te faço
E , como fizestes comigo um dia,
quebrarei em mil pedaços o teu coração.
Existe um vazio e uma interrogação no ar
Provocados por essa ausência inexplicável.
Passam-se os segundos, minutos, horas,
Dias, semanas... e continua o silêncio.
Pensamentos diversos vão e voltam,
Num turbilhão de emoções latentes
Que buscam e rastreiam lampejos
Em busca de descobrir o por quê?
Causa que possa tentar explicar
Essa ausência de justificativas
Plausíveis, claras e ponderadas,
Que surtam o efeito de aplacar
A angústia, ânsia e tormento
Dessa triste e longa espera,
Que parece não finalizar...
Mas isto tem que acabar!
Esse silêncio demonstra
Que a resposta existe,
E só falta aceitar
Que o fim chegou.
Sem palavras.
É só o fim.
O fim.
São meus,
Os crepúsculos que incendeiam nossa história
Ultimo véu de sombra,
Sutis lábios saudade
Velando promessas não vividas...
Embranquece sentimentos o vazio da dor
Sensação que liberta medos,
Transparências,
Nossa alma peregrina.
Obliqua harmonia conduzindo caminhos
Sonhos impossíveis,
Intangíveis prazeres e paixão.
O revelar de novo perfil atrás do tecido
Trazido pela brisa leve,
Perfume reconhecido
Da manhã que floresce,
Encerra a longa espera
Fugaz destino,
Nossos corações.
quarta-feira, maio 08, 2013
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