segunda-feira, fevereiro 14, 2011

É triste dizer adeus

melancólico dizer adeus a um grande amor,é necessário, às vezes,resguardar o sentimento…,aceitá-lo somente na alma,vibrando puras sensações.

É sempre sombrio dizer adeus
a um amor inesquecível,
porém, por vezes é imperioso
conservar o sentimento para depois…,
abandoná-lo apenas na lembrança,
momentos eternizados.

É sofrido dizer adeus
a um amor singular de almas gêmeas,
premente se faz, às vezes,
abrigar o sentimento para depois…,
renunciar,
deixá-lo adormecido…,
esperar renascer somente num futuro,
quiçá distante.

É muito triste saber
que é chegado o instante de dizer adeus…,
guardar o sentimento para depois…,
renunciar… para não ferir e ser ferido,
desampará-lo quieto
para florescer em outro tempo,
momento certo de ser vivido,
livremente…

É triste dizer adeus ao amor eterno,
mesmo que por amor.
Adeus assim se equivale a renúncia sublime,
a entregar o sentimento a Deus
e esperar pelas luzes do futuro.



Quero chorar
As dores do amor
Como se elas fossem
Paridas de mim.
Uma dor sentida,
Ressentida, daquelas...
De amargar.
Quero chorar
Uma dor franzina
Fininha que só arde,
De fazer arrepiar.
Quero chorar
Uma dor de alegria
Quando todas as dores
Por mim passarem.

Rebelião dos Sentimentos

Não deveria estar triste,
Mas de fato estava.
Queria não ter ansiedade,
Mas estava ansioso.


Desprezava a autopiedade,
Mas sentia-se fraco para abandoná-la.
Queria mover-se rapidamente,
Mas seus passos estavam inertes.


Tinha o ideal de muito construir,
E a realidade só fazia destruir.
Almejava a explosão de forças,
Mas deprimia-se acuado.


Poderia se entregar ao medo,
Mas se enchia de coragem agressiva.
Caído, fazia-se impiedoso consigo.
Zombava de si, e desafiava-se à luta.


Erguia o punho à indiferença do tempo,
Rebelava-se contra o determinismo.
Atraía-lhe o afeto da suave chuva,
Mas o coração queria tempestade.


Rejeitava o mundo externo
E mergulhava na sua intimidade.
Um jogo de realidade e ilusão,
A verdade lutando com a mentira.


E quem pode dizer o que é certo?
E quem pode afirmar o errado?
Meros servos da moral que somos,
Ainda longe da filiação da ética.


E toda dignidade pode ser encenação.
E todo idealismo, exercício de hipocrisia.
E então possuidores, seremos desprovidos.
Crentes da riqueza, seremos miseráveis.


A dor aguda pode anestesiar.
O marasmo pode tornar-se costume.
A indiferença pode justificar a covardia
E muito querendo, pode-se ter nada.

Despedida

Choro...
Mas as lágrimas já não escorrem mais...
Pois choro com a alma,
Pela a perda da presença...
Onde a esperança se despede,
Na partida de quem muito se amou;

Choro...
Pela dor de quem se perde...
Há quem muito ensinou...
A quem deixou como exemplo,
Uma lição de vida;

Choro...
Com coração que dói na sua batida,
Onde o seu som soa a saudade,
Onde mesmo nessa imensa dor,
Conseguiu fazer escorrer a ultima lágrima,
Ou quem sabe, a primeira de muitas...
Quando novamente recordar desse ente
Que marcou a esse coração que ainda bate;

Choro...
Sabendo que partiste...
Pelo o cumprimento de sua passagem,
Pelo o seu dever cumprido,
Onde registrou no seu caminho...
Onde aprendemos o valor da vida
E o seu segredo de quem sabe amar,
No qual essa lágrima conforta essa alma...
Com sua partida sem despedida.

Lágrimas de amor

Lagrimas...
Deixa-me chorar
Dos meus olhos escorrem
Molhar a minha face...
Aliviar-me...
O que em palavras não saberia dizer,
Mas sei sentir...
E não explicar...
Não prantearei pelo o amor que se perdeu...
E a minha alma enganar,
E ao próprio coração mentir... Não!
Rir...
É querer forçar a esse coração que sofre a gargalhar,
Quando na verdade se encontra solitário na sua dor...
E a soluçar de amor!!!

Pense



Pense...
Pense muito antes de amar alguém
Pense muito antes de pedir amor também
Pense para não amar a pessoa errada
Pense para não fazer sofrer a pessoa que ti ama
Pense para não negar amar na hora certa
Pense se gosta mesmo de mim
Pense para não me magoar
Pense-porque chorei e não quero mais chorar
Pense,-melhor pensar e dizer não
Do que não pensar e dizer sim
Pois basta te tanto errar
Pense...

Desabafo



Quando escrevo,
não escrevo por escrever...
Quando escrevo,
È uma forma de tentar libertar
Os meus pensamentos mais obscuros
È uma forma de descarregar
Os meus pensamentos mais duros
Como se cada corte
Que faço na minha alma
E que por vezes me acalma
E alivia a minha dor
fosse a resolução para tudo...
Reajo sempre
Como se fosse o fim do mundo.
Cada cicatriz que fica no meu corpo
E gravada na minha pele
Tem um sentimento triste
Amargo e gravemente cruel.
Palavras...
Que são ditas ao acaso
E que denunciam
Um grande fracasso...
Disfarçado por uma grande vitória
E por falsos sorrisos
Que me saem do corpo
E não da mente.
Na minha cabeça
Se repete todos os dias
A minha estúpida história
Como se o meu corpo
Se deixasse levar
E se entregasse à minha memória.
Quero livrar-me destes pensamentos
Que me enchem de tristeza e solidão
Quero ultrapassar este momento
Pois só sinto na minha alma
Um forte trovão
Que me eletrifica todos os dias
E me corta como se ficasse
Sem coração
Um corpo moribundo
Que existe por existir
E que vive por viver
As vezes sinto.me
Sem vida e a morrer..
Sinto sempre
Que algo havia a fazer
E que isto não passa de um pesadelo
Que passará um dia
Quando alguém me vier dizer
Que tudo não passou
De histórias da minha cabeça
Mas eu sei que tudo faz parte
De uma dura realidade
E que não querem ver
O que aconteceu de verdade
Assim me engano todos os dias
Tentando-me convencer
Que já não há saída
Que a solução
Virá um dia
Quando eu morrer.
Pois para sempre
Ficará no meu corpo
Um odor a podridão
Uma repugna disfarçada
Um nojo oculto
Um frio coração...
Será que é egoísmo?
Será egocentrismo?
Mas acho que egocentrismo
Não será de certeza
Porque tento desviar sempre
Todos os olhares de mim
Para não perceberem a minha tristeza.
Todos os dias
Morre um pouco de mim
Como uma flor que não é regada
E se torna feia
No meio de um lindo jardim.
Mas ficando sempre a esperança
Que amanha será um dia melhor
E que da minha cabeça
Desaparecerá
este triste horror...

Fim um triste fim.



Desculpa por não cumprir com o prometido,
Não ter ido além daquilo que foi sonhado.
Desculpa por ter causado tanto transtorno,
Por não fazer valer todo o existente imaginário.

Desta maneira aqui finalizo minha passagem,
Um dia foi boa e muito proveitosa, hoje já não é.
Digo um adeus a tudo sem medo e com vontade,
Tenho o ódio em mim prezo a toda minha tristeza.

Vou para além da vida e da minha só realidade,
Assumo todo aquele meu eterno fracasso.
Darei à ti, e a todos a minha total sinceridade,
Não serei eu, ou talvez somente o ser humano escasso.

Seguirei ao fundo rapidamente do meu abismo,
Sem sentido, sem voltas, sem tudo e sem maldade.
Vou para o inferno ou apenas para o fim do mundo,
Sem direito a expressão, nem resposta e repescagem.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

A VOZ DO SILÊNCIO



Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.

Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.

Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
“Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!”

É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.

Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.

E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem.

sonhos



Os sonhos aquecem a alma
Trilham luzes
Driblando buracos negros
Abrindo e fechando
A cada segundo
Um novo mundo
Sem muro, sem fundo

Os sonhos
São assim
Cada um é um
Particularmente, singularmente um


Sonhos
Viram as noites, trombam os dias
Dormem com a tarde
E
Só se repetem quando verdadeiros


Cada fechar de olhos
Explodem
Com os olhos abertos
Em meio a lágrimas de suor e gozo
Materializam-se.

Sonhar é assim
Fechar os olhos
Abrir os ouvidos
Liberar o peso
Sentar seguro
Num claro escuro
Viver

Um dia, quem sabe..



Um dia, quem sabe,
possamos nos conscientizar de que é possível
estarmos no lugar certo, no momento apropriado.

Um dia, quem sabe,
possamos expulsar do peito
a angústia que nos torna tão amargos

Um dia, quem sabe,
possamos olhar para o mundo e compreender
o verdadeiro sentido da vida, consolidando
o amadurecimento da nossa alma.

Um dia, quem sabe,
A despeito do nosso próprio egoísmo,
possamos entender que não é justo,
tentar fazer alguém realizar todos os nossos desejos.

Um dia, quem sabe,
possamos aprender a viver um dia de cada vez,
substituindo, com sabedoria, a emoção pela razão
e assim, cometermos menos erros.

Um dia, quem sabe,
não mais preencheremos grande parte do nosso tempo
tentando ir do nada para lugar nenhum
em busca de coisas que podem até alegrar-nos
mas nada acrescentará à nossa convivência com DEUS.

Um dia, quem sabe,
deixaremos de nos preocupar com as incertezas do futuro
e nos libertaremos das amarras do passado
vivendo o presente em toda sua plenitude
porque o momento presente é a realidade da vida
e é nele que moldamos o caminho para a eternidade

E, quem sabe, um dia
a nossa mente estará em perfeita sintonia
com as emoções do nosso coração
e com a maturidade da nossa alma,
fazendo refletir no espelho da nossa existência
a certeza de que finalmente aprendemos a viver.

O amor maduro



O amor maduro não é menor em intensidade. Ele é apenas silencioso. Não é menor em extensão. É mais definido, colorido e poetizado. Não carece de demonstrações: presenteia com a verdade do sentimento. Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências significantes.


O amor maduro tem e quer problemas, sim, como tudo. Mas vive dos problemas da felicidade. Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer. Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.


Na felicidade está o encontro de peles, o ficar com o gosto da boca e do cheiro, está a compreensão antecipada, a adivinhação, o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, os discursos silenciosos da percepção, o prazer de conviver, o equilibrio de carne e de espírito.


O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa. Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois. Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.


Ele não pede... tem. Não reivindica... consegue. Não percebe... recebe. Não exige... dá. Não pergunta... adivinha. Existe para fazer feliz.


O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão. Basta-se com o todo do pouco. Não precisa e nem quer nada do muito. Está relacionado com a vida e sua incompletude, por isso é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso.


É feito de compreensão, música e mistério. É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança. É o sol de outono: nítido mas doce..., luminoso, sem ofuscar..., suave mas definido..., discreto mas certo.

Um Sol que aquece até queimar.

QUANDO A NOITE CAI...



Quando, enfim, cai a noite
O manto negro da tristeza
Nos atinge, como açoite
E afasta do dia a sua beleza

No céu, aos poucos, o luar
Começa a aparecer, como flor,
Que desabrocha para encantar
Incentivando, todos ao amor

Feliz quem nesta hora, tem alguém
Para poder trocar suas juras de amor
Ao poeta na solidão, sem ninguém
Cabe apenas, derramar lágrimas de dor

Tem ele, como companhia as estrelas
O cantar irritante de um grilo, coitado
Que chama sua amada para o seu lado
Deixa mais triste, o poeta e as flores belas

Flores que no amanhã, enfeitara o poeta
Quando de saudade ele vier então a morrer
Pois um dia sua jornada estará completa
E em outro mundo distante ele ira viver

Já a noite caminha agora, para o seu final
O poeta, reza para a proteção de sua amada
E com este pensamento, ele adormece afinal
E sonha com um novo dia, uma nova estrada

O orvalho anuncia que a madrugada chegou
A lua no horizonte se põe, sua jornada acabou
Logo o sol começara, no outro lado despontar
E os pássaros começarão, o seu despertar

Com seu canto farão então o poeta acordar
E ele novamente voltara a compor, a sonhar
Terá sua esperança, renovada, e sentira temor
De que também neste dia, ele não terá o sonhado amor.....

sábado, janeiro 01, 2011

Feliz ano novo amor!



Feliz ano novo amor!
Mais um ano se passa
e juntos podemos comemorar
a virada de um novo tempo,
de encher nossos corações de esperanças,
de dizer adeus ano velho,
feliz ano novo.
É muito bom ter alguém
tão especial como você;
alguém que posso contar
sempre que preciso;
que me dá carinho e atenção;
você é tudo o que eu preciso.
E mesmo com todos os obstáculos
que a vida nos prepara,
conseguimos superar as barreiras
e passar para este outro ano
que com certeza será melhor.
Desejo que esse ano
seja um ano de realizações,
que você consiga atingir
todas as suas metas
e que seja um ano de muita paz,
saúde e alegria.

Feliz ano novo meu amor.

Feliz 2011